terça-feira, 22 de abril de 2014

Solitários... Relembrar é viver!

Inspirada no post Looks Oscar e na onda da musa do desfile da LOULOUX .....me encorajei, resolvi dar uma exagerada e fazer uma mistureba daquelas!

Fui convidada para uma festa de casamento e resgatei todos os solitários... dos meus 15 anos, da minha irmã, da mãe, da avó e outro que encontrei meio perdido. O que eu gosto mesmo é de inventar, misturar e arriscar... vai que dá certo, né?!

Fora que mexer nestas joias foi mexer na história, relembrar momentos, carregar um pouquinho disto comigo, além de "dar vida" a estes tesouros escondidos... meu solitário, acho que eu devia ter usado apenas umas 3 vezes!!!!!!

No fim das contas nada de "solitário"... juntos fizemos o maior sucesso!
  

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Homofobia e muito cafona - LOULOUX

Meu apoio total a marca de sapatos Louloux que aproveitou o lindo desfile do Donna Fashion Iguatemi para promover a campanha Homofobia é muito cafona em parceria com o grupo NUANCES de Porto Alegre. O desfile foi um arraso, os sapatos maravilhosos, como sempre e ainda mais lindos com esta iniciativa mais do que urgente nestes tempos! Parabéns Louloux!
Agora, dá uma espiandinha nos acessórios da musa do desfile! Tá valendo tudo, desde que com verdade, espontaneidade e muito estilo! 
 

Tá aí o texto sensacional na íntegra escrito pela Cláudia Tajes e lido pela Katia Suman no desfile da Louloux que rolou no Donna Fashion Iguatemi:
 
"É difícil entender que o branco não goste do preto. Que o hetero não goste do homo.
Mas difícil mesmo é entender que gente não goste de gente.
Chavão dizer: se todo mundo nasce do mesmo jeito, se todo mundo sente as mesmas coisas, como é que um odeia o outro? Perseguir o desconhecido, o mais frágil, o desprotegido. Como é que a gente consegue?
Poucos lembram, e alguns talvez queiram esquecer, que a mulher mais gostosa, mais bonita e mais desejada do Brasil já foi um homem. Era metade dos anos 80 e só dava a Roberta Close nos programas de TV, nas revistas de celebridades -que naquela época ainda nem eram chamadas de celebridades, até na Playboy. A família brasileira se rendeu a um travesti. Isso há exatos 30 anos.
E hoje?
Hoje em dia, pai e filho saem de mãos dadas e apanham.
Gays são perseguidos nas ruas.
Meninos são espancados até morrer porque gostam de brincar de boneca.
Meninas sofrem bullying porque gostam de meninas.
E etc, etc, etc.
Incrível: já tem missão indo colonizar Marte. Já existem eletrodomésticos acionados com o movimento dos olhos. E, se bobear, a Apple está lançando agora mesmo um novo tablet que também cozinha produtos orgânicos e se comunica com as baleias.
Conclusão: não existem limites para a tecnologia. Já o ser humano, esse involuiu.
Feliciano e Bolsonaro desmentem que o homem tenha vindo do macaco, coitado, um primata inteligente e gregário.
Nesse sentido, a moda acaba sendo uma trincheira. Homem pode gostar de costura, mulher pode usar gravata e coturno. O talento vale mais que o gênero ou as escolhas que se faz. Não deve ser por acaso que a indústria da moda é uma das que mais crescem no país. Tolerância combina com criatividade. Paz combina com criatividade. E criatividade combina com progresso, com inovação, com desenvolvimento.
Intolerância, na moda, só com mocassim de pompom. E mesmo assim, se alguém quiser usar, que use!. Mas ninguém vai bater no outro só porque ele curte uma meia branca atoalhada. A moda tem lugar para o kitsch, para o brega, para o mau gosto, para o fora do padrão, para o que se quiser.
Escolher, na moda, é um direito. Como também deveria ser na vida.
E o conceito de cafona, aqui, é muito, muito mais grave do que um sutiã com ombreira.
Cafona é ser homofóbico".

quarta-feira, 2 de abril de 2014

A relação das gerações com as joias

Um evento em Viena, na Áustria, reuniu mais de 300 joalheiros, formadores de opinião e especialistas no mercado de joias do mundo todo. Trata-se do Link Jewelry Summit. Promovido pela Swarovski e organizado pelo International Herald Tribune, teve como objetivo mostrar como o mercado global vem lidando com a joia e quais possibilidades de inovação podem ser vislumbradas neste segmento. Rony Rodrigues, fundador da Box1824, esteve presente e falou como cada geração lida com este universo. Segundo ele, a joia desempenha duas grandes funções. A primeira delas é a Materialização do Sentimento. Analisando historicamente a relação da consumidora com a joia, podemos perceber uma grande diferença entre os Baby-boomers (geração nascida de meados dos anos 40 até metade de 60) e os Millennials (nascidos entre os anos 80 a 2000).

Para os Baby Boomers, a joia está muito associada a uma noção de tempo: tanto pelo despendio de tempo (e esforço) que existiu para que aquela joia fosse adquirida, quanto pela noção temporal de passado, presente e futuro. Existe uma celebração do passado, no sentido de valorizar tudo que já foi vivido em uma relação a dois; a confirmação do presente, mostrando que a relação é mesmo verdadeira; e uma compromisso com o futuro, assegurando que os caminhos do amanhã já estão bem traçados e definidos.
Já para o jovem Millennial, o sentimento afetivo é muito virtual ― e até efêmero ―, e a joia desempenha o papel de trazê-lo à esfera Real da percepção. É uma concretização que traz o sentimento para o Agora, servindo como comprovação de que aquela relação não é uma mera brincadeira, mas sim uma emoção verdadeira e especial; um amor único e maior do que tudo que já se viveu anteriormente.
Outra função essencial da joia é o Adorno. Desde os primórdios da história da humanidade, o ser humano cobre o corpo, e isso se dá por três motivos: sobrevivência (para se proteger do frio e das chuvas); pudor (é um fator presente desde Adão e Eva) e adorno. A busca pelo realce da beleza alia-se à materialização do poder, encontrando no fato de se adornar sua maior realização.
Porém, ao contrário da Materialização do Sentimento, a joia não está sozinha no mercado quando o assunto é Adorno. Quando uma mulher anseia por poder e beleza, existem outros produtos competindo: o sapato também consegue suprir essa entrega, da mesma forma que a bolsa tornou-se um acessório de altíssima desejabilidade, e até os óculos estão neste grupo de “objetos de desejo”.

Fonte: pontoeletronico.me